Espero

A caminhar sobre pedras, as mesmas pedras que passou.
E passar entre elas na maneira que antes eu fui.
Antes disso desisto e volto sem ti.
Permaneço quieta e espero e espero por aqui.
Sem medo, se houver medo
Mas peço pra ninguém o tempo inteiro
Que nada aconteça por sua ausência peço tanto que cruzo pernas e fecho olhos me estico em direção as copas mais altas do paraíso e ali permaneço intacta ao seu retorno.
Só, eu sinto o ar e a paz em que me deixaste.
Mas ainda assim chorei poucas lagrimas de decepção.
A espera inoportuna e sem fim me incomodava ainda mais que insetos desagradáveis que pairavam por lá.
Do frio que senti e das lagrimas congeladas de cólera lembro –me do ar quente de seus lábios a me consolar que derreteram sem dó meu sofrimento.



